Segundo notícias publicadas através dos meios de comunicações após o atropelamento coletivo de ciclistas no mês de fevereiro do corrente ano na capital dos gaúchos, a Prefeitura de Porto Alegre afirma que esta preparando o lançamento de uma campanha de conscientização aos motoristas, como também promete uma maior fiscalização e proteção aos ciclistas.Esperamos que, desta vez as promessas das autoridades municipais não sejam passageiras e que efetivamente saiam do papel. Aliás, o que não é comum no Brasil, visto que nos acontecimentos de repercussão nacional ou internacional como foi o caso antes citado, normalmente os fatos logo são esquecidos, ficando apenas no campo das promessas.
O passeio ciclístico quase foi um suicídio ou quem sabe um homicídio. Nos primeiros quinze minutos de passeio ciclístico, com deslocamento pela Estrada Juca Batista, sentido bairro/centro, por pouco na morri atropelado e/ou do coração. As dificuldades foram enormes, ruas sem acostamentos em sem condições de circulação de ciclistas e de pedestres, o mato tomando conta da estrada, motoristas buzinando e tirando fininho da bicicleta mesmo em lugares que poderiam passar distante, outros gritando e me ofendendo, aliás, até agora não sei os motivos de tanta agressividade.
Mas para não ficar dúvida ou má impressão do que presenciei no sábado pela manhã, resolvi passear de bicicleta novamente no domingo. Desta vez, desloquei de Belém Novo em direção ao bairro Restinga utilizando a Rua Francisca de Oliveira Vieira. Lamentavelmente, as coisas se repetiram e em alguns trechos foram até pior do que no dia anterior.
Entretanto, nem tudo foi decepção, pois, chegando no bairro Restinga realmente tive uma surpresa muito agradável. Em vários locais existem ciclovias. Que tranqüilidade passear em uma ciclovia, foi muito bom, muito tranqüilo, sem brigas, sem sustos, etc., etc. Mas, é claro, se não fossem alguns motoristas sem educação que estacionaram seus veículos sobre as ciclovias forçando, mais uma vez os pedestres e ciclistas correrem risco de morte em vias movimentadas.
Depois do que vi, assisti e sofri no sábado e no domingo, no caminho de regresso para casa muito me questionei sobre o ocorrido no final de semana, e não poderia chegar a outra conclusão que não fosse, a seguinte: Os bairros do Extremo Sul também precisam de ciclovias urgentemente.
Sendo assim, tomei a seguinte decisão, a partir de hoje começo uma campanha junto a população e aos órgãos públicos objetivando a construção de ciclovias nos bairros do Extremo Sul de Porto Alegre, ou melhor, precisamos de ciclovias na Estrada Juca Batista, no Centro de Belém Novo, na Estrada Francisca de Oliveira Vieira, na Avenida do Lami e na Estrada da Ponta Grossa. Aguardo sugestões e a participação de outros ciclistas, mesmo aqueles de final de semana como eu..
















